CRÍTICA – Liga da Justiça | Não decepciona e nos entrega tudo o que queríamos

O tão aguardado filme da Liga da Justiça foi lançado nesta quarta-feira nos cinemas brasileiros. O longa reúne os mais famosos super-heróis da DC: Batman, Mulher-Maravilha, Superman, Flash, Aquaman e Ciborgue, esse último nem tanto. Sendo ambientado depois dos acontecimentos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, o filme nos mostra um tempo em que o mundo está, mais uma vez, prestes a ser invadido por uma força alienígena muito antiga do tempo dos deuses. E os heróis que ainda existem no mundo precisam unir seus poderes para combater essa ameaça.

O roteiro é muuuuito clichê, mas tem uma gota de novidade nele: a Liga da Justiça. Nunca antes se viu um filme destes heróis reunidos, jamais sabíamos como seria isso, jamais imaginávamos que seria tãoooooo… INCRÍVEL. Sim, INCRÍVEL! Se tem uma coisa que a Warner e a DC tem que a concorrência não tem, é o carisma e o trabalho em equipe de seus heróis. Basta o Batman ou a Mulher-Maravilha surgir na telona que a platéia inteira vibra e se junta à eles numa aventura épica pra salvar o mundo.

Como vocês pediram, faremos a crítica personagem por personagem, então, vamos lá…

Aquaman

Aquaman de Jason Momoa é um dos melhores heróis de todos os tempos. Tanto nas cenas de ação quanto nas cenas de luta. O ator entrega uma interpretação carismática e que te conquista. O lado bruto, rude e marrento do personagem arrancam elogios de quem ainda não conhece o personagem e já logo se apaixona por ele, por sua ideologia, seu reino acqua-marinho e tudo mais. E por falar em reino, no filme da Liga ele ficou ofuscado, sendo mostrado uma única vez, o que nos deixa uma curiosidade maior para o filme-solo do Aquaman.

Flash

The Flash ou apenas Flash, esse nos dá o alívio cômico do filme. É ele que coloca a cereja no bolo e nos entrega um verdadeiro filme de herói em equipe. O mais descontraído salva pessoas, quebra os próprios medos, vence obstáculos e ainda aposta uma corrida com o Superman. Ezra Miller foi mais uma escolha certíssima no elenco, com pontos altos e baixos, o ator soube dosar na medida certa, o temperamento do super-herói e a sua importância no longa. Em uma de suas fantásticas cenas, nos faz lembrar o Mércurio, de X-Men: Apocalipse.

Ciborgue

Ciborgue era o menos pressionado em entregar uma boa atuação, por não ser tão o foco da equipe. Porém, o ator Ray Fisher não decepcionou também e nos deu uma ótima atuação como o herói. Mesmo nas partes mais dramáticas até na pancadaria contra o vilão. Muitos falaram que sua armadura vira e mexe saia do alinhamento com seu corpo, porém, nós não percebemos nada e até, elogiamos pelos ótimos efeitos especiais colocados em sua caracterização. Seu corpo mecânico convence e arranca elogios, e não parece ser apenas um CGI porco como já foi visto em alguns filmes.

Mulher-Maravilha

Gal Gadot como sempre nos dá o melhor da Mulher-Maravilha até hoje. Sua atuação é ainda melhor do que em seu filme-solo na pele da heroína. Dessa vez, o laço da verdade é usado com mais sabedoria e com mais fidelidade, ao querer realmente saber a verdade, e não apenas para derrotar seu inimigo. Sua atuação cativa em várias momentos, como na explicação da origem das caixas-maternas e no primeiro encontro com o Ciborgue. E sua força é mostrada ainda mais nos momentos de luta, onde o pulso firme da amazona é colocado a prova e mais uma vez, os efeitos especiais não decepcionam e nos dão umas das melhores cenas de confronto direto (herói X vilão) da história.

Batman

Ben Affleck nos entrega O MELHOR Batman de todos os tempos. Um Bruce Wayne destemido e pronto para liderar um grupo de “super amigos” é o que vemos na maior parte do filme e é isso que queremos daqui pra frente. O herói começa fazendo justiça com as próprias mãos em Gotham, como sempre, e lá que surge o primeiro sinal de ameaça do filme, que logo é desvendada pelo morcego. O Batman pesado, com um tom sombrio e inseguro parece ter ido embora, surgindo um herói cheio de força de vontade para fazer justiça ao lado dos seus amigos.

Superman

O Superman de Henry Cavill também marca presença no longa, retornando das cinzas. E dessa vez, a adaptação do herói de Kripton foi a melhor até agora. Sim! Assim como Batman de Ben Affleck, o Superman dessa vez lutou sem dó e nem piedade contra o vilão Steppenwolf. Foi bruto, foi bravo, foi confuso, porém, o melhor! O herói que todos esperavam há anos, veio em grande êxito em Liga da Justiça. Simplesmente, impecável! Com uniforme original e com rosto familiar que o público já conhece, a adaptação entregou carisma e reacendeu a chama de esperança que a Warner queria em seu Universo Cinematográfico.

Steppenwolf

Sim, o GRANDE VILÃO do filme! Nós também vamos falar dele aqui. Aliás, se não fosse por ele, não teríamos uma das, senão a melhor, cena de perseguição a cavalo das telonas do século XXI. Logo no começo do filme, Steppenwolf decreta que está na Terra para tomar, por direito, o que é dele: TUDO! Isso é clichê, porém como o vilão não nos é familiar e ainda sim, não sabemos a dimensão do seu poder, até que acreditamos que dessa vez, o mal poderia vencer. A missão dele é simples: reunir as três caixas-maternas que estão espalhadas pela Terra para dominar o mundo com escuridão e destruição. Uma delas está com os homens, outra com os habitantes de Atlantis (reino do Aquaman) e a outra em Temiscira (reino da Mulher-Maravilha). Ele também nos proporciona uma das melhores cenas já vistas no cinema: a batalha há séculos atrás quando foi derrotado pelas Amazonas, pelos Deuses e pelos Atlantes.

Muito se falou em seu visual e da escolha da Warner em fazê-lo 100% em CGI e isso não caiu muito bem para os críticos americanos, porém para nós, caiu SUPER BEM! Quase não notamos que as vezes o CGI estava presente. Muito pelo contrário, no caso do vilão, o CGI ajudou e nos fez acreditar que é possível criar um vilão-mestre totalmente em computação gráfica. Sendo um pouquinho crítico demais, percebemos que os movimentos de sua boca, as vezes não colaborava com sua fala/dublagem, porém, até que perdoamos isso!

No geral

Concluindo no geral mesmo, Liga da Justiça entregou tudo que os fãs queriam. Teve espírito de equipe, teve surpresa na cena pós-credito, teve VÁRIAS referências ao longo do filme, teve herói com humor cômico, teve herói que deu tudo de si e provou que pode ser melhor daqui pra frente, enfim, somou tudo e o resultado foi mais do que positivo. Só o que não foi positivo foi o roteiro, que por ter sido editado e VÁRIAS cenas terem ficado de fora por conta do tempo de exibição, acabou propiciando alguns cortes que a crítica especializada não perdoou, mas nós, perdoamos por que sabemos que no DVD e no Blu-Ray virá uma enxurrada de cenas cortadas e quem sabe, uma versão estendida para dar sentido a tudo que ficou “solto” nos cinemas.

Além disso, o final nos faz acreditar que a DC e a Warner estão realmente prontas para expandir seu Universo ainda mais, deixando um leque de possibilidades para o futuro.

Enfim, o longa nos entrega tudo o que queríamos para fechar o ano dos super-heróis com chave-de-ouro!

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