CRÍTICA – Piratas do Caribe 5 | “O mesmo da mesma coisa, sem inovação”

A franquia Piratas do Caribe sempre se mostrou ser um sucesso de bilheteria, mesmo o tão fraco e pouco divertido Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, lançado em 2011, conseguiu chegar na casa dos US$ 1 bilhão mundialmente. E então, a franquia tem um hiato de seis anos sem novidade nas telonas e volta com uma promessa de chocar o público em mais uma aventura divertida e cheia de adrenalina com o Capitão Jack Sparrow, porém a narrativa desse novo não empolga como os outros empolgavam.

Mas vamos começar pelo começo, certo? Então vamos lá… Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar conta a história de Henry Turner (interpretado pelo ator Brenton Thwaites), filho de Elizabeth e Will que tenta de todas as formas encontrar uma solução para a maldição do pai. Ele descobre que o Tridente de Poseidon é a única forma de acabar com as maldições do mar e sai em busca do objeto. Ele conta com a ajuda da jovem Carina (interpretada pela talentosa atriz Kaya Scodelario [essa tem futuro em Hollywood]) e do eterno Jack Sparrow, interpretado, claro, pelo icônico Johnny Depp. O percurso, no entanto, não será fácil, uma vez que o vilão Salazar (interpretado pelo excelentíssimo ator Javier Bardem) busca se vingar de Jack por uma derrota no passado.

Mas, em uma série interminável de cenas de ação e correrias que parecem ser incansáveis, o filme deixa claro que Jack voltou a ser um pirata sem navio e que está jurado de morte por um capitão espanhol, que foi enganado pelo corsário e tornou-se um morto vivo junto com a sua tripulação há anos atrás.

Os minutos iniciais do filme, traz e articula tudo aquilo que um dia foi interessante na série, há aventura desse jovem protagonista, há o humor, há até mesmo boas sacadas visuais, como o palácio de Barbosa (Geoffrey Rush) um ambiente exótico em que nada parece combinar, e até mesmo boas ideias na decupagem dos diretores Joachin Rønning e Espen Sandberg, como a utilização de um zoom interessante, que nas cenas de ação procura pelo herói e logo com o cessar do movimento de câmera ele age como um protagonista de filme de aventura.

Mas infelizmente, esse novo filme é uma crônica constante do desgaste que a série veio sofrendo com os anos, a própria narrativa do quinto título vai se perdendo, mostrando que seu valor é extremamente relativo, sem conseguir segurar seu público durante seus 129 minutos. No campos das atuações, fica evidente que Johnny Depp cansou. A figura de Jack Sparrow resume bem esse espírito decadente presente em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar. Se antes tudo girava em torno daquele pirata e de sua figura icônica, agora ele parece apenas um adereço, cuja sua função é repetir trejeitos e maneirismos, sem que isso desenvolva a narrativa vista. Já é notável que há tempos, Depp não consegue realizar uma performance digna de nota, e aqui as coisas ficam ainda piores.

Resumindo, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é uma espécie de: muita ação que você mal entende o que está acontecendo, más interpretações, piadas sem graça e uma história que não faz sentido algum. E o que vai restar disso tudo quando a poeira baixar e ele for esquecido, como também é de praxe para este tipo de filme, esta será uma vazia e cansativa experiência de infinitas duas horas e com direito a cena pós-crédito!

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