CRÍTICA – Alien: Covenant | “Filme tem altos e baixos confusos e cansativos”

Alien: Covenant é o novo filme da franquia Alien, que serve diretamente como uma sequência de Prometheus, lançado em 2012.

Na nova aventura, dez anos após os acontecimentos do último filme, os tripulantes da nave Covenant estão em busca de um novo planeta para poder colonizar e recomeçar a vida humana. Durante a viagem, há um indício de um local habitável para o ser humano e com uma economia de tempo de viagem muito relevante para os tripulantes. Ao pousar no local para vasculhar e investigar se há condições de vida habitável, eles descobrem que é um ambiente extremamente hostil e com uma ameaça pouco provável, mas mais perigosa do que qualquer outra coisa já encontrada por eles.

O roteiro do filme segue com altos e baixos confusos, tendo momentos extremamente interessantes, mas outros que além de confusos, diminuem o ritmo do filme e deixam bem abaixo do esperado pelos fãs e pelo público em geral. Ao menos, o lado bom disso é perceber que este longa corrige os pontos mais fracos de Prometheus, embora ambos sejam desenvolvidos pelo mesmo diretor.

A trama anterior partia do questionamento “De onde viemos?” por um viés metafísico e abstrato. A questão dos supostos “engenheiros”, precursores da raça humana, era apenas parcialmente esclarecida, enquanto símbolos ritualísticos se acumulavam sem desenvolvimento algum, o que deixava o telespectador confuso e desinteressado durante o enredo.

 

Se tem algo que a franquia parecia buscar incessantemente é uma nova Ripley para o protagonismo da franquia. A atriz Sigourney Weaver foi e ainda é, uma referência enorme como heroína no cinema, justamente pelo seu grande papel como sobrevivente da nave Nostromo. A busca por uma nova heroína não é uma tarefa fácil, mas acreditamos que a personagem Daniels, vivida por Katherine Waterston, deu uma boa amostra de que isto está longe de acontecer, pelo menos, para a franquia Alien.

Por mais que a personagem, rende a melhor e mais consistente atuação desse longa, a direção a deixa depressiva e desinteressante em alguns momentos do longa.

As atuações foram muito bem feitas, bem trabalhadas, mas não podemos deixar de mencionar Michael Fassbender, o qual interpreta um Android. A interpretação de Fassbender é elogiável e, sem sem dúvida nenhuma – ao lado de Waterston -, foi a melhor coisa do filme, mas infelizmente o fraco roteiro, conseguiu estragar o personagem.

O maior erro do roteiro foi tentar unir Prometheus e Covenant em uma história só. Ao integrar os eventos de Prometheus, a história se perde completamente e vira uma ficção não convincente. Os Aliens (Xenomorphs) são animais assustadores, aniquiladores e cheios de mistérios, e da maneira que foram colocados nesse longa, pareciam monstros de laboratório manipuláveis.

Somando tudo, Alien: Covenant entrega boas cenas de ação, atuações extremamente interessantes, porém esbarra num roteiro ruim, ritmo lento e pouca importância ao que mais gostaríamos de ver. De qualquer maneira, se você for fã de Alien e foi um dos poucos que gostou de Prometheus, você terá bons momentos de diversão e entusiasmo dentro da sala do cinema, mas não se anime muito, não é nem de longe o que foi prometido durante a campanha de trailers e posteres do filme.

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